Dia 2 de setembro. Aniversário da internet?

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A internet, para alguns, completa 40 anos de existência nesta quarta-feira, dia 2 de setembro.

O embrião da web, que deu origem à Arpanet, foi a troca de mensagens de testes entre dois computadores vizinhos, feita por cientistas da Universidade de Los Angeles, na Califórnia.

Na ocasião, em 1969, cerca de 20 pessoas se reuniram no laboratório de Kleinrock para verem dois computadores trocarem dados sem sentido por meio de um cabo de 4,5 metros.

Segundo matéria do Telegraph, a data é controversa com tantos avanços da internet. O jornal levanta outras datas importantes, que também poderiam ser comemorativas.

Uma delas é o início do ano de 1983, quando computadores da Arpanet foram obrigados a adotar o protocolo TCP / IP, usado ainda hoje.

Já a famosa World Wide Web (WWW) foi criada em março de 89, pelo cientista britânico Tim Berners-Lee, que fez um eficiente sistema de publicação e acesso à informação.

Por fim, o primeiro navegador foi desenvolvido em abril de 1993. O Mosaic, precursor do Netscape Navigator e do internet Explorer, ajudou a popularizar a internet.

E você? Qual data acredita que seja a melhor para comemorar o aniversário da internet? 

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Escrito por Bruno Roberti às 10h24

EUA planejam controlar a internet mundial

Os Estados Unidos continuam com planos para dominar a internet mundial. Um projeto criado na Virgina especifica os direitos que o país têm no controle da rede.

Como o projeto de lei foi entregue no ano passado, não houve tanto alarde na Casa Branca. Mas agora, uma versão foi novamente feita pelo senador Jay Rockefeller, que, entre outras coisas, afirma que o Poder Legislativo pode assumir o controle do setor privado da rede.

Segundo informações do The Inquirer, o Presidente poderia declarar emergência de segurança cibernética para mapear as redes privadas consideradas críticas e exigir que as empresas compartilhem informações com o governo.

A Internet Security Alliance afirma que a lei é muito vaga e adotá-la seria prejudicial para empresas. Já a Casa Branca vê com bons olhos o projeto, que poderia, por exemplo, direcionar o público em uma crise e garantir a economia.   

Escrito por Bruno Roberti às 09h35

Internet banda larga pela rede elétrica já pode ser vendida no país

As distribuidoras de energia elétrica já podem usar sua rede para transmitir internet banda larga. Nesta terça-feira (25), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a regulamentação do PLC (Power Line Communications), que também permite fornecer sinal de TV por assinatura direto da tomada de sua casa. O processo legal para que o serviço seja oferecido deve levar cerca de 5 meses.

Saiba mais sobre internet via rede elétrica

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já havia homologado em abril a tecnologia que permite o tráfego de voz, dados e imagens pela rede elétrica. Conhecida como PLC, a nova forma de acesso à web já existe há cerca de dez anos e é vendida na Europa a uma velocidade de 4,5 Mbps -que deve chegar a 14 Mbps até o final do ano.

Entre as condições para a utilização da infra-estrutura da rede está a garantia da qualidade do fornecimento de energia elétrica para os consumidores e, se houver necessidade de investimento na rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações.

As concessionárias de energia não podem fornecer o acesso à internet diretamente. Por isso devem disponibilizar sua rede para operadoras ou criar subsidiárias. A AES Eletropaulo já divulgou que não pretende vender o PLC diretamente para o consumidor final, devendo fazer uma parceria com as operadoras de telecomunicações para atender ao novo serviço, como Telefonica, TIM, Vivo, Oi e Claro.

A Aneel espera que as tarifas de energia caiam graças à “receita obtida com o aluguel dos fios”.

Como é a internet por rede elétrica

A principal vantagem dessa tecnologia, segundo os especialistas, é que fornecerá acesso à web pela tomada -assim aproveita uma estrutura já existente para chegar a regiões onde outras alternativas de acesso rápido ainda não estão disponíveis. Com o PLC, a tomada elétrica vira o ponto principal de comunicação da residência ou da empresa. Mas, na prática, o que muda para o usuário?

Segundo o engenheiro eletrônico Almir Meira, professor da FIAP e Faculdade Módulo, para ter acesso à tecnologia, o usuário deverá contratar o serviço da operadora credenciada para comercializá-lo e adquirir um modem compatível com a tomada elétrica. O aparelho também pode ter uma antena para transmitir o sinal por Wi-Fi.

Os preços e velocidade do acesso à internet via rede elétrica ainda não estão definidos, mas acredita-se que a conexão será mais barata do que a banda larga. Testes já realizados no país mostram que a conexão pode chegar a 21 (Mbps) megabits por segundo, mas essa velocidade não será, necessariamente, repassada em sua totalidade para os clientes.

A Anatel ressalta que a conta de energia continuará separada porque se trata da mesma estrutura, mas usada para fins diferentes.

Arte/UOL

*Atualiazada às 22h45