Empresas disputam posse de radiofrequências no mercado

Há uma guerra no mercado de telecomunicações pela posse de radiofrequências. De um lado estão as empresas de MMDS (sistemas de transmissão de TV e dados, sem fio) e do outro aparecem as operadoras de celular.

A disputa explodiu quando a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pôs em consulta pública, no início do mês, a proposta de transferir parte das frequências do MMDS para as teles, com o argumento de que a telefonia celular precisa de mais capacidade para acompanhar o crescimento do mercado.

A Associação Neo Tec, que representa cerca de 50 empresas detentoras de licenças de MMDS, entrou, ontem, com mandado de segurança coletivo, na Justiça Federal, pedindo acesso ao processo interno da Anatel que contém as justificativas técnicas para a abertura da consulta pública.

O presidente da Associação, Carlos André Albuquerque, disse que a Anatel cogita reduzir a frequência destinada ao MMDS de 190 para 50 megahertz o que, segundo ele, seria a morte do serviço.

“Queremos entender a motivação da Anatel. Publicamente, ela diz que o MMDS tem poucos assinantes. Mas o número é pequeno, em parte, por causa da Anatel. Há informação de dentro da Anatel de que seremos impedidos de oferecer banda larga”, diz ele.
Integrantes da Anatel não foram localizados ontem para comentar o caso.

Leia mais

ELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio

Anúncios

Quickoffice edita arquivos do Word e do Excel no iPhone

Doumentos do Word e planilhas do Excel podem ser alteradas na palma da mão com o novo programa

O aplicativo de visualização e edição de arquivos do Office no iPhone Quickoffice Mobile Office Suit trouxe mais mobilidade para lidar com documentos de texto e fazer cálculos com as planilhas do Excel. A ferramenta custa 13 dólares, mas possui uma série de recursos interessantes que adaptam os os aplicativos de escritório ao smartphone da Apple.

A principal vantagem do programa sobre seu principal concorrente ,o Documents to Go, é a edição de arquivos do Word e Excel 2003. A versão atual do Documents to Go só é compatível com o Word 2007, ou Word 2008 para Macs – embora o desenvolvedor afirme estar preparando uma atualização para editar arquivos do Excel 2007.

Já o problema do Quickoffice é que ele só edita arquivos do Word e Excel do Office 2003, mas deve ter uma versão compatível com o 2007 em breve.

Os recursos de edição do Quickoffice para o Word e Excel são bastante ricos. Ao abrir uma planilha você poderá formatar a cor de fundo das células, o tipo e cor da borda, fazer fórmulas e ajustar o tamanho e o estilo da fonte.

A edição do Word também é ampla. Você pode adicionar destaques, alterar fontes e colocar marcadores. Algumas funções estão mais fáceis de ser acessadas na comparação com o softwareDocuments to Go. Para justificar um texto, basta selecioná-lo e arrastar o dedo sobre uma caixa que aparece na parte inferior da tela.

Além do recurso de edição, o Quickoffice oferece a função para armazenar seus arquivos no MobileMe, caso você assine o serviço. Se preferir, o aplicativo permite o envio dos documentos para uma conta de e-mail do próprio programa (files@quickofficeconnect.com) e então compartilhar com seus amigos.

 quick3[1]

 

 

 

 

 

 

 

Interface de alinhamento de célula

Outra vantagem é o envio de arquivos por meio do navegador Safari. O único problema é que se o tempo de envio demorar muito, ocorrerá uma falha e o envio será paralisado. O Quickoffice também pode enviar os arquivos via Wi-Fi. Mas não possui suporte direto para arquivos anexados no Microsoft Exchange.

 

quick11[1]

 

 

 

 

 

 

 

 

Cortar, copiar e colar também fazem parte do Quickoffice

Outra função interessante contida no sistema 3.0 dos iPhones é o recurso de sacudir o aparelho para desfazer ou refazer a última edição. Cortar, copiar e colar também estão disponíveis no aplicativo. Durante nossos testes, foi percebido um problema na hora de abrir apresentações do PowerPoint de tamanhos grandes (acima de 20 MB). Quando o arquivo era aberto, o Quickoffice fechava logo em seguida. De acordo com o desenvolvedor, isso ocorre pelo fato de o iPhone não ter memória RAM suficiente para executar esse tipo de apresentação.

Até o momento, o Quickoffice foi o melhor aplicativo que  Macworld encontrou para fazer edição de arquivos do Excel e do Word. A função de envio para o MobileM ou para a conta de e-mail do aplicativo o tornam ainda mais produtivo para compartilhar seus arquivos.

quick22[1] 

 

 

 

 

 

 

 

Formatação de planilhas possui vários recursos de edição

O Quickoffice é compatível com qualquer iPhone ou iPod touch com a versão 3.0 instalada.

Por Macworld/EUA

N900 da Nokia vem com sistema Linux para concorrer com iPhone 3GS

N900 da Nokia vem com sistema Linux para concorrer com iPhone 3GS

Divulgação

Mais um concorrente do iPhone 3GS chega ao mercado de smartphones. A Nokia lançou seu primeiro celular com software Linux, o N900. A empresa já utiliza o sistema operacional em modelos de tablets anteriores, como o N800, mas agora resolveu apostar em smarts.

Pela primeira vez, a empresa vai utilizar o sistema Maemo 5 e não o Symbian, presente em mais da metade do mercado de smartphones. O N900 terá tela touchscreen de 3,5 polegadas, memória de 32GB, slot para cartões microSD, câmera de 5MP, além de rádio FM e conexões 3G, Wi-Fi e GPS.

O gadget chega para concorrer com o iPhone 3GS, que será lançado no Brasil nesta sexta-feira. Com design deslizante e teclado Qwerty, o produto tem o mesmo processador do dispositivo da Apple: ARM Cortex-A8 600MHz.

Porém, o N900 traz mais memória RAM, já que tem 256Mb, mas pode chegar até 1GB. Além disso, a tecnologia 3G chega até a 10Mbps de download. Já o gadget da Apple tem memória de 256Mb e velocidade de transmissão de até 7,2Mbps. Além disso, a câmera do iPhone 3GS é de 3MP, bem abaixo do concorrente da Nokia.

O N900 chega ao mercado mundial no começo de outubro e sai por cerca de 712 dólares, enquanto que o iPhone custa 299 dólares, na versão de 32GB de capacidade.

Escrito por Bruno Roberti às 09h25

Samsung lança OmniaPro, smart com Windows Mobile

A Samsung anunciou nesta quarta (26) o OmniaPro (B7320), smartphone com o não tão querido sistema operacional Windows Mobile 6.1.

 

Aparelho chega pela Claro e possui 3G, Wi-Fi e GPS
Renato Rodrigues
  

i138306

O OmniaPro tem uma carinha de Nokia…

O ”Pro” vem com Outlook Mobile e Office Mobile, que permite ver e editar documentos do MS Office. O pacote de software também inclui o navegador Pocket Internet Explorer e Windows Live Messenger.

Em termos de conexões, o kit completo: 3G HDSPA, Bluetooth e Wi-Fi, além de GPS – mas sem aplicativo de navegação embutido. Para entretenimento, câmera de 3.2MP, MP3 Player e rádio FM.

A memória interna de 70MB pode ser expandida até 16GB via cartão microSD (o kit traz um de 1GB). O Omnia Pro, que parece incrivelmente um Nokia E71, pesa 110g e possui visor de 2,4″ com resolução de 320 x 240 e 65 000 cores.

Inicialmente, o novo smartphone WinMo será exclusivo da Claro, por R$ 249 (plano Claro 80 + pacote de dados de 100MB). A oferta é válida até 30 de setembro. Avulso, o preço é R$ 799.

Internet banda larga pela rede elétrica já pode ser vendida no país

As distribuidoras de energia elétrica já podem usar sua rede para transmitir internet banda larga. Nesta terça-feira (25), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a regulamentação do PLC (Power Line Communications), que também permite fornecer sinal de TV por assinatura direto da tomada de sua casa. O processo legal para que o serviço seja oferecido deve levar cerca de 5 meses.

Saiba mais sobre internet via rede elétrica

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já havia homologado em abril a tecnologia que permite o tráfego de voz, dados e imagens pela rede elétrica. Conhecida como PLC, a nova forma de acesso à web já existe há cerca de dez anos e é vendida na Europa a uma velocidade de 4,5 Mbps -que deve chegar a 14 Mbps até o final do ano.

Entre as condições para a utilização da infra-estrutura da rede está a garantia da qualidade do fornecimento de energia elétrica para os consumidores e, se houver necessidade de investimento na rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações.

As concessionárias de energia não podem fornecer o acesso à internet diretamente. Por isso devem disponibilizar sua rede para operadoras ou criar subsidiárias. A AES Eletropaulo já divulgou que não pretende vender o PLC diretamente para o consumidor final, devendo fazer uma parceria com as operadoras de telecomunicações para atender ao novo serviço, como Telefonica, TIM, Vivo, Oi e Claro.

A Aneel espera que as tarifas de energia caiam graças à “receita obtida com o aluguel dos fios”.

Como é a internet por rede elétrica

A principal vantagem dessa tecnologia, segundo os especialistas, é que fornecerá acesso à web pela tomada -assim aproveita uma estrutura já existente para chegar a regiões onde outras alternativas de acesso rápido ainda não estão disponíveis. Com o PLC, a tomada elétrica vira o ponto principal de comunicação da residência ou da empresa. Mas, na prática, o que muda para o usuário?

Segundo o engenheiro eletrônico Almir Meira, professor da FIAP e Faculdade Módulo, para ter acesso à tecnologia, o usuário deverá contratar o serviço da operadora credenciada para comercializá-lo e adquirir um modem compatível com a tomada elétrica. O aparelho também pode ter uma antena para transmitir o sinal por Wi-Fi.

Os preços e velocidade do acesso à internet via rede elétrica ainda não estão definidos, mas acredita-se que a conexão será mais barata do que a banda larga. Testes já realizados no país mostram que a conexão pode chegar a 21 (Mbps) megabits por segundo, mas essa velocidade não será, necessariamente, repassada em sua totalidade para os clientes.

A Anatel ressalta que a conta de energia continuará separada porque se trata da mesma estrutura, mas usada para fins diferentes.

Arte/UOL

*Atualiazada às 22h45

Após liberação, Speedy volta a ser vendido nesta quinta-feira

O serviço de banda larga Speedy da Telefônica volta a ser vendido a partir das 08 horas de amanhã, quinta-feira (27). A empresa atende a cerca de 97% da população do Estado de São Paulo.

O Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu hoje (26) autorizar a retomada da venda do serviço de internet Speedy, da Telefônica, após mais de dois meses de suspensão.

Telefônica precisa de plano a longo prazo para Speedy, dizem especialistas
Telefônica termina plano de estabilização da rede em julho e investe na capacitação

A decisão determina que as vendas podem ser retomadas a partir de hoje, e as ações da empresa serão acompanhadas pela Anatel por 60 dias. Segundo a conselheira Emília Ribeiro, relatora do processo, a Anatel considerou as medidas que estão sendo tomadas pela empresa suficientes. “Ela está quase triplicando a capacidade dela, inclusive melhoria na gerencia de atendimento ao usuário”, afirmou.

A informação já foi passada para a Telefônica e para a Comissão de Valores Mobiliários. A comercialização do Speedy está proibida desde o dia 23 de junho, devido às constantes falhas do serviço.

Na semana passada o conselho poderia ter liberado a venda, mas o conselheiro Plínio de Aguiar pediu vistas do processo, para analisar melhor as ações da empresa. O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, declarou seguidas vezes que a comercialização do serviço poderia ser retomada, pois a Telefônica sentiu as conseqüências da punição e que a pena deveria ser revista.

Cerca de 200 mil instalações deixaram de ser realizadas por empresas terceirizadas da Telefônica, e como consequência, 5 mil funcionários poderiam ter sido demitidos, além de outros 1.200 postos que não abriram, segundo o Sindicado das Empresas Prestadoras de Serviços de TV por Assinatura e Telecomunicações do Estado de São Paulo (Sitesp).

A suspensão também atingiu consumidores que tinham o Speedy como única opção de acesso à banda larga, segundo a Associação Brasileira de Pequenos Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrappit).

Histórico

Na mesma semana da suspensão, em junho, a Telefônica foi à Brasília apresentar um plano de contingência, atendendo ao pedido da Anatel. A empresa afirmou que planejava investir R$ 70 milhões para melhorar sua rede. A principal medida seria duplicar de dois para quatro o número de servidores DNS (Domain Name Service), responsáveis pela “tradução” de URLs (como http://www.uol.com.br) para endereços de IP (protocolo de internet).

Durante o período foram feitas especulações quanto à data de liberação das vendas do Speedy, como, por exemplo, em 20 de julho data limite imposta pela Anatel para que a Telefônica apresentasse o plano. Três dias antes (em 17 de julho), no entanto, a Telefônica anunciou que já havia concluido da primeira fase do plano de recuperação e passou a aguardar pela liberação.

PROBLEMAS GRAVES NO SPEEDY COMPLETAM 1 ANO

02/07/2008 20/02/2009 06/04/2009 18/05/2009
Interrupção no
Estado de São Paulo
Incêndio em datacenter Ataques de negação de serviço Lentidão e intermitência no serviço de DNS
Aproximadamente 2 milhões de usuários residenciais são afetados, além de órgãos públicos do Governo do Estado de São Paulo e corporações privadas. Incêndio em prédio da operadora em Barueri afeta datacenter e derruba acesso de clientes à internet Um ataque de hacker aos servidores DNS da operadora foi responsável pelos problemas de acesso enfrentados pelos usuários Operadora sinaliza dois períodos de instabilidade na infraestrutura que dá suporte ao acesso à rede mundial de computadores

Governo britânico propõe bloquear acesso para compartilhamento

LONDRES (Reuters) – Internautas que insistem em fazer downloads ilegais de músicas a partir de sites de compartilhamento, como o Limewire, podem ter o acesso à Web bloqueado, de acordo com propostas do governo britânico divulgadas nesta terça-feira.

O governo informou que está apresentando novas ideias para acelerar o combate ao compartilhamento ilícito de arquivos, de forma a evitar prejuízos às indústrias de conteúdo.

As propostas incluem exigir que provedores de acesso à Internet tomem atitude contra infratores reincidentes, incluindo o bloqueio do acesso a sites de download, a redução da velocidade da banda larga ou a suspensão temporária da conta do indivíduo.

Segundo propostas anteriores do governo, o órgão regulador de mídia Ofcom teria que determinar a necessidade de medidas técnicas, o que significava que as primeiras iniciativas para conter o problema não entrariam em vigor até 2012.

“O governo agora tem a visão de que, se a ação for considerada necessária, poderia ser muito tempo para esperar, dada a pressão da pirataria sobre as indústrias criativas”, informou o governo em um comunicado. “As novas ideias apresentadas hoje potencialmente permitem que medidas sejam tomadas mais cedo”.

Com as novas propostas, a Secretaria de Estado instruirá a Ofcom a introduzir medidas técnicas para reprimir a pirataria se necessário.

“A tecnologia e o comportamento do consumidor mudam rapidamente e é importante que a Ofcom tenha flexibilidade para responder rapidamente ao compartilhamento ilegal de arquivos”, afirmou o ministro Stephen Timms em um comunicado.

Governos de todo o mundo têm tentado encontrar uma solução para o problema de pirataria na Internet, com resultados variados.

Uma lei apoiada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy para cortar o acesso à Internet dos culpados por downloads ilegais já foi revogada pela mais alta corte constitucional do país, e uma votação foi adiada até setembro.

Por Kate Holton