Operadoras já oferecem planos de banda larga de 30 a 100 Mbps

Quem quiser voar baixo na internet terá que investir alto.

Operadoras brasileiras de banda larga já oferecem planos ultrarrápidos para usuários residenciais, mas as mensalidades ainda são muito caras –giram em torno de R$ 400.

Divulgação
Cena de "Big Buck Bunny" ("[http://www.bigbuckbunny.com]":http://www.bigbuckbunny.com), curta-metragem de animação que pode ser visto na rede em alta definição
Cena de “Big Buck Bunny” (http://www.bigbuckbunny.org), curta-metragem de animação que pode ser visto na rede em alta definição

Enquanto os planos mais comuns variam de 2 a 3 Mbps, alguns dos pacotes de altíssima velocidade chegam a 100 Mbps. É o caso do plano anunciado no mês passado pela GVT. A R$ 499,90 por mês, ele ainda não está disponível em São Paulo. Em tese, numa conexão de 100 Mbps, o download de um arquivo de 1 Gbyte pode levar um minuto e 20 segundos.

Além dos downloads mais ligeiros, a banda ultralarga permite carregar sites quase instantaneamente e assistir a vídeos em alta definição sem sobressaltos.

Em fase de testes, a Net oferece em alguns bairros de São Paulo e do Rio de Janeiro o plano Virtua 5G em duas velocidades: 20 Mbps e 60 Mbps.

Assinantes do Net Combo HD Max com Net Virtua 12 Mega, que custa R$ 419,90 ao mês e inclui TV a cabo, podem testar por seis meses a conexão de 60 Mbps em alguns bairros que já a suportam ou a de 20 Mbps nas outras regiões. Ainda não há previsão de quando essas velocidades serão comercializadas normalmente.

A velocidade máxima oferecida hoje pela Telefônica é a de 30 Mbps, no Speedy Xtreme. A mensalidade, incluindo apenas o serviço de banda larga, em São Paulo, é de R$ 286,40.

Atualmente, porém, a Telefônica está proibida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de comercializar o Speedy até implementar melhorias que a agência considere suficientes para sanar as recorrentes panes que vitimaram os usuários do serviço de banda larga nos últimos meses.

A empresa afirmou ter concluído a primeira parte de um plano de reestruturação e já solicitou à agência o fim da proibição. A Anatel ainda não se pronunciou.

Testes

Na semana passada, a Folha testou os serviços mais rápidos da Net e da Telefônica nas sedes das empresas. Apesar de a primeira oferecer uma conexão com o dobro da velocidade da segunda, as experiências foram bastante semelhantes.

Tanto no Virtua 5G de 60 Mbps quanto no Speedy Xtreme de 30 Mbps, sites como o UOL (www.uol.com.br) e o do “New York Times” (www.nytimes.com) carregaram quase instantaneamente. Deu-se o mesmo na hora de assistir a vídeos em baixa definição, como os disponíveis na Folha Online.

Com filmes em alta definição, ambas as conexões se saíram bem. Em cerca de três minutos, o curta de animação “Big Buck Bunny” (www.bigbuckbunny.com), com duração de dez minutos, já estava totalmente carregado no portal de vídeos Vimeo (www.vimeo.com/1084537).

Em condições ideais, o download de uma música em MP3 de 5 Mbytes leva míseros dois segundos tanto no Speedy quanto no Virtua.

Preço salgado

Apesar de ser o décimo país com mais usuários de banda larga no mundo –de acordo com estudo da agência Point Topic, que considera o último trimestre de 2008–, o Brasil ainda padece de serviços caros e lentos em comparação com países desenvolvidos.

O país nem aparece no ranking de banda larga da Itif (Information Technology and Innovation Foundation), que lista os 30 países com os melhores serviços, considerando penetração, velocidade e preço.

 

O ranking mais recente, de 2008, é encabeçado pela Coreia do Sul, onde a velocidade média de download é de 49,5 Mbps, a penetração é de 0,93 assinante por residência e o preço por Mbps mais baixo é de US$ 0,37.

Em outro estudo, da ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil fica em 77º lugar entre 154 países avaliados de acordo com o desenvolvimento em telecomunicações.

Segundo a ONU, um plano de banda larga representa quase 10% do salário médio nacional. Nos EUA, o comprometimento da renda é de apenas 0,7%.

Na cidade de São Paulo, um plano mensal de 1 Mbps custa entre R$ 50 e R$ 70 por mês (cerca de US$ 27 a US$ 38). Nos EUA, esse mesmo plano sai por aproximadamente US$ 16 mensais e, em alguns países asiáticos, apenas US$ 3,80.

Em contratos, algumas operadoras brasileiras se comprometem a garantir apenas 10% da velocidade nominal do plano -prática condenada pelo Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) e pela Abusar (Associação Brasileira dos Usuários de Acesso Rápido).

  Arte/Folha de S.Paulo  

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2 Respostas

  1. Agora é esperar baixar né.

    Abraços
    http://www.anetux.com.br

  2. Eu estou na espera e confiante para que possamos acreditar na resposta do Governo em fiscalizar e habilitar de forma séria essa prestação de serviço que tem muito a desejar …por enquanto…mas vamos na Fé entregando a Jesus..kkkkkkk

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