Ataques ao Twitter e Facebook servem de alerta a empresas e internautas

Problemas podem ser resultado de códigos maliciosos instalados em grande quantidade em computadores de uso doméstico.

Mais do que o transtorno de não permitir a troca de mensagens com amigos ou até mesmo a realização de ações de marketing, a pane nos serviços do Twitter e do Facebook nesta quinta-feira (6/8) deve ser acompanhada com atenção por empresas e usuários comuns por algumas razões. 

A primeira delas é que esse tipo de problema pode facilmente ocorrer de novo e em diferentes redes sociais. A segunda é que ataques de negação de serviço, que buscam sobrecarregar sites e atrapalhar seu funcionamento, podem ser usados também contra empresas.

Para o cidadão comum, o alerta é que os computadores pessoais costumam ser usados em situações desse tipo, sem que o internauta saiba.

Segundo o Symantec Security Response, unidade da Symantec responsável pela detecção de ameaças na internet, ataques como os que acometeram o Twitter e o Facebook – chamados pelos especialistas na rede de “Negação de Serviços Distribuída, da sigla em inglês DdoS (Distribuited Denial of Services) – podem ser resultado de códigos maliciosos instalados em grande quantidade nos computadores de uso doméstico.

Assim, as máquinas são monitoradas e controladas de forma remota. É o que acontece com as redes de PCs zumbis. O objetivo é enviar o maior número possível de solicitações ao site atacado. No ano passado, a Symantec identificou uma média de 75.158 computadores infectados por redes zumbis, um aumento de 31% em relação a 2007.  

José Matias, gerente de suporte técnico da McAfee, empresa especializada em segurança na rede, afirma que alguns cuidados básicos podem evitar que as máquinas pessoais sejam tomadas pelas redes zumbis.

Medidas, aliás, conhecidas de muitos usuários, mas nem sempre seguidas. “É fundamental ter um antivirus atualizado e um Firewall. Esse é o mínimo de segurança com o qual todo usuário deve se preocupar. E atitudes como essas diminuem os riscos a ataques”.

Matias destaca também a importância de utilizar programas de verificação de confiança antes da navegação por sites desconhecidos. “Também não se deve publicar dados pessoais em sites de relacionamento, para que um atacante não use a engenharia social para conseguir acesso à máquina”.

 No caso das empresas, é importante ter ferramentas capazes de evitar ataques, como a IPS (Instrusion Prevention System, ou Sistemas de Prevenção de Intrusões).

“A empresa deve estabelecer uma política de segurança e divulgá-la aos funcionários, prevenindo atitudes não recomendadas que possam colocar a rede corporativa em risco”, reforça o especialista.

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